segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Caminhada da Paz

Carol, Marcão, João, Araújo, Sensei Wilson, Dani, Bruno, Lariessa e Ricardo

O dia de Domingo começa nublado sem perspectiva nenhuma para nossa caminhada, mas logo o tempo mostrou que o dia prometeria e muito, e assim, seguimos nosso destino, fazenda Santa Emília, oito quilômetros da cidade de Araraquara.

Muito barro pela frente, enfim, chegamos, comigo; alguns dos amigos do Aikidô; Carol, Marcão, João, Araújo, Sensei Wilson, Dani, Bruno, Lariessa e Ricardo, uma galera, super bacana, e um dia para conhecê-los um pouco mais e assim foi que começou a nossa caminhada.

Cavinati, dando as cordenadas.

Como guia, tivemos a ajuda do guia Cavinati que apelidamos de Canivete pelo seu estilo Alá, Crocodilo Dundee, um senhor atencioso com grande conhecimento de trilha e mata e que nos dá grande confiança, o trajeto teria campo aberto, mata fechada, riacho e finalizaríamos em uma bela cachoeira, e assim foi como aconteceu.

Foi um dia cansativo, renovador e especial, pois todo esse contato com a natureza nos renova e nos faz refletir a cada passo, o bate papo, a descontração nos faz esquecer-se do cansaço e seguir em frente e em especial, por estar em meio de uma galera muito bacana e difícil de encontrar nos dias de hoje, e posso dizer que sou um privilegiado, pois tive o prazer de ter estes seres humanos especiais ao meu lado.

Seguindo o caminho

E mais especial ainda acredito que foi dividir esta caminhada com o amigo Aráca ou Canalha, como carinhosamente o chamo, Antônio Carlos Araújo, o Aráca, é um dos ícones do rádio Araraquarense que tive o enorme prazer de trabalhar junto nas Rádios Cultura e Uniara em Araraquara. Com 53 anos de profissão e ainda exercendo, 71 anos de idade e rejuvenescendo a cada dia, o Aráca, é aquele “cara” unanime, difícil de encontrar, um senhor de sorriso largo, fala mansa e uma paz interior sem igual, e é um grande e eterno professor da vida. Meu caro amigo deixo nestas simples palavras a grande admiração que tenho por você e digo mais, sou seu fã.
Eu e o grande "Canalha" Araújo

Continuando, seguimos nosso destino, ou seja, em busca da cachoeira perdida, ao meu lado, o grande Bruno que tive o prazer de conhecer no dia e saber que é irmão de um grande amigo da época de Tiro de Guerra, o Brunão, foi o cara que divertiu todo o grupo, é aquele cara, que tem sempre uma palavra para transformá-la em piada, e assim, seguimos, algumas pausas para nos alimentar, descansar e seguimos em frente para enfrentar e nos refrescar em uma caminhada dentro d´água, alguns obstáculos e chegamos na tão esperada cachoeira, nos refrescamos, refletimos, brincamos e neste momentos paramos para pensar um pouco e sentir toda a energia que a natureza pode nos proporcionar.
Brunão, criando mais uma piada.

Foram cinco horas de caminhada e um dia mais do que especial, foi um dia genial que junto com esses novos amigos, aconteceu, e que no curto ano de 2012 possamos estar juntos realizando ensinamentos como este, e claro, gritando nosso lema...seeeelvaaaa ou será, ceeeeeervaaaa??? rs

Desenhos da Natureza

Mata Fechada

Campo aberto

Uma visistante que não trouxe perigo, estava morta, infelizmente.

Pausa para o descanso.

Pausa para uma refeição, no cardápio, cookies do Marcão.

Seguindo mata a dentro

Caminhando pela água

Obras da Natureza

Sensei com uma sombrinha natural

Um descanso refrescante

Cacheira perdida, nem tanto perdida!

Missão cumprida ou comprida?

Recarregando as energias

Comemorando e registrando

Carol e seu modelito ecológicamente correto

Véu de noiva

Escultura Natural

Marcão na sessão Tarzan

Moinho

"O espantalho é o palhaço do campo, que espanta os
pássaros fazendo a alegria da grande colheita"


"O progresso virá com a prática constante. Não procure por ensinamentos secretos que não levarão a nada. Confie nas experiências próprias." (Mestre Morihei Ueshiba)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Guatapará – Uma história soterrada


Mais uma vez saímos de Araraquara em busca das histórias e das diferentes formas de cada cidade do nosso interior tem de começar a escrever um pedaço da sua história e de criar lugares inusitados e diferentes.

O interior pra mim é um lugar onde busco respostas do comportamento humano e uma forma de terapia, pois conhecer cada lugar novo é conhecer melhor os hábitos e costumes desse povo que movimenta toda a locomotiva chamada Brasil.


Desta vez tive o prazer de dividir todos esses lugares com meu fiel escudeiro Fabrício, que com sua câmera no ombro registrou todo nosso percurso, desde a saída até a chegada. Nosso destino era conhecer a Fazenda Guatapará, onde a história dessa cidade do interior paulista começou, a Fazenda Guatapará era uma cidade, tinha escolas, farmácia, igreja, cinema, clube e muito mais que você pode conhecer clicando aqui.

Mas para nossa decepção toda essa história foi soterrada, pois a fazenda foi vendida para usineiros que abriram valas e jogaram tudo terra abaixo e plantaram por cima, cana, hoje só podemos ver cana e nada mais do que isso.


Muitas pessoas nasceram ali e a cidade de Guatapará também começou neste lugar que hoje não guarda nada mais do que cana, triste é saber que o ouro verde acabou com tudo isso e o mais triste é que a história desta cidade foi enterrada, hoje, você poderá apenas conhecer tudo que estou falando por fotos e essa foi a minha maior decepção.

Mas nossa jornada continuou, fomos em busca também do Bar do Zé Goleiro e também da Cruz do Pedro, pois são dois lugares também diferentes que contam suas histórias.


Fomos até Ribeirão Preto e pegamos a estrada antiga de Guatapará, logo no começo encontramos um bando de Macacos que já nos deram boas vindas, mas triste saber também é que eles estavam ali porque as pessoas os alimentam e isso não legal para eles, que vivem da natureza e já tem os seus recursos para adquirir seu alimento, mas nós humanos estamos muito longe para entender todo esse ciclo, infelizmente. Mas vamos em frente, dezesseis quilômetros de terra, muita poeira e chegamos na Cruz do Pedro, o local virou um santuário, pois Pedro foi um menino assassinado a mais de um século atrás e sua Mãe jogou uma praga a quem tinha feito isso a seu filho; pois quem tivesse assassinado Pedro, iria ter as mãos secas, e foi o que aconteceu, um homem que morava próximo ao local apareceu com suas mãos secas e assim a história se tornou lenda e o santuário está lá até hoje, um local onde acontece festas e os fiéis pagam suas promessas.


Mas o nosso destino ainda era chegar no Bar do Zé Goleiro que é bem próximo da Cruz do Pedro e foi assim que conseguimos chegar, o Bar do Zé Goleiro é um local para os apaixonados por lama, ou seja, jipeiros e trilheiros, mas também é um local de encontro de amigos, famílias e de pessoas que querem sair da rotina, lá encontramos um lugar de tranqüilidade no meio de muita cana, é isso mesmo, nos quatro lados que você olha, você encontra cana, e o Bar do Zé Goleiro está lá, há muitos anos, sozinho como propriedade, mas com muitos freqüentadores.


Sentamos, tomamos uma cervejinha, comemos uma porção de polenta frita e uma porção de frango a passarinho, e ficamos conhecendo o local, passamos á tarde em baixo de uma árvore observando, fotografando e filmando, ou seja, fizemos nossa terapia de final de semana e conhecemos lugares interessantes, uns com sua história preservada e outros com sua história soterrada.


Confira o registro em vídeo feito pelo Fabrício que nos surpreende com sua narração e uma bela trilha.



Agradecemos toda atenção do Bar do Zé Goleiro e todos os amigos que fizemos pedindo informações por onde passamos.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Fazenda Atalaia - Em Cores e bem viva na história

Cumprindo a promessa segue a segunda parte do ensaio fotográfico feito na fazenda Atalaia, o primeiro ensaio você pode ver clicando aqui.

Localizada na cidade de Santa Lúcia (290 Km da capital, na região de Araraquara), no interior de São Paulo, a fazenda Atalaia tem origem na Sesmaria das Almas e do Rancho Queimado e foi aberta pelo capitão Cândido Mariano Borba nos idos de 1º de fevereiro de 1887.

Esta fazenda ficou conhecida por ter sido cenário da novela Esperança da Rede Globo exibida no ano de 1993 e a partir de agora convido você para fazer uma viagem ao passado nos meus clics atuais.


Chegando na fazenda...


Corredor de bambus...


Capela da fazenda...


Vagonete para tranporte das sacas de café....


Sede da fazenda Atalaia...


Vala para lavagem dos grãos...


Tulha para armazenamento das sacas...


Terreiro...


Armazém da máquina de ensacar café...


Moinho...


Nascente...


Comporta para desvio de grãos...


Vista lateral da Sede...


Tijolo com as iniciais da antiga proprietária Herminda Borba...


Casa de ferramentas da fazenda...


Frente da Sede...


Detalhe da arquitetura...


Detalhe Sede...


Escadaria sede...


Dinheiro de 1879...


Máquina para ensacar o café...


Esteira para seleção de grãos...


Balança...


Detalhe esteira...


Terreiro... no detalhe circulo para quando houvesse chuva a água fosse
escoada para secagem do café...


Eu e o Sr. Camargo, administrador e propritário da fazenda que me recebeu
e me deu uma aula de história...


Saída do café para o terreiro...


Conheça mais da história da fazenda Atalaia clicando aqui.

Deixo aqui meus agradecimentos ao Sr. Camargo por reservar um pouco do seu tempo para me acompanhar e explicar cada detalhe da fazenda. E que essa história continue e se perpetue para as futuras gerações.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Homenagem a Manoel Moreno


Cala-se mais uma voz que por tantos anos animou e abrilhantou o rádio Araraquarense e regional com alegria e dedicação ao se comunicar.

Faleceu hoje (03/12) aos 77 anos, Manoel Moreno, um dos grandes locutores sertanejos do interior paulista, além de locutor, era compositor e poeta roceiro, com composições gravadas por grandes nomes da música sertaneja como; Matogrosso e Mathias, Duduca e Dalvan, Cesar e Paulinho e Duo Glacial dupla Araraquarense e irmãos de Manoel Moreno.

Sua vida sempre foi se comunicar e sua poesia sua forma de se expressar, quando ligava o rádio logo se ouvia a “cabritinha fofinha” que era sua mascote no programa e marca registrada de Manoel, anos se passaram e Manoel Moreno construiu seu legado no rádio e na poesia, e com toda certeza foi um dos grandes admiradores e defensores da música raiz sertaneja.

Particularmente eu tive o prazer de conviver alguns meses com esse ser humano ímpar, e isso foi no ano de 1996 quando comecei trabalhar no rádio em Araraquara e quando estava começando a conhecer melhor a música e a poesia, o meu horário de trabalho era da meia noite às seis da manhã, e logo chegava Manoel Moreno, senhor pacato, tranqüilo, jeitinho de mineiro que gostava sempre de começar o dia com um bom cafezinho e o seu cigarrinho, e eu, como ficava sozinho a madrugada toda, era eu mesmo, quem fazia todo dia o cafezinho para esse grande parceiro, lembra disso Manoel? rsrsrs, mas como tudo passa na vida, eu passei a trabalhar em outra rádio e segui meu caminho e não nos encontramos mais, mas gostaria de registrar que foi muito bom conviver esses poucos meses com você e aprender a respeitar e a começar a entender a importância da música raiz sertaneja.

Meu parceiro siga em frente, pois, a vida aqui na terra é uma passagem e estamos aqui para aprender e você tirou nota máxima, ou melhor, seu diploma foi entregue, então, chegou à hora de lecionar em um nível superior que só os grandes professores podem chegar.

Existe uma frase que diz; “vão se os anéis ficam os dedos”, mas pra você meu amigo eu deixo a seguinte frase; “vão se os poetas ficam as poesias”.

Vá em paz, porque a poesia prevalece.

E é com lágrimas nos olhos que deixo a linda poesia “Valor da Chicotada” narrada e escrita pelo grande poeta Manoel Moreno.