segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Fazenda Palmeiras (Itaqueri da Serra)


Conhecer o seu quintal é algo para refletirmos, pois a beleza está próxima de todos nós, mas insistimos em conhecer a distância. Por isso que conhecer a região que vivemos pode nós dar aprendizados além de podermos provar da beleza que ele nos proporciona.

Desta vez escolhi um distrito conhecido e batizado de Itaqueri da Serra, este lugarejo é extraordinário com belezas únicas e exuberantes.

Itaqueri da Serra é distrito da cidade de Itirapina interior de São Paulo, distrito este que nasceu Ulisses Guimarães, advogado, político e opositor a ditadura militar, além de ser o principal símbolo da democracia de nosso país com a campanha intitulada Diretas Já. A Fazenda Palmeiras onde nos hospedamos foi de propriedade de Ulisses Guimarães, hoje já não é mais.

Itaqueri da Serra, um pequeno distrito que se faz grande em beleza e história e, nosso passeio se fez por estas bandas e convido você a conhecer em alguns clics e, porque não pessoalmente, vale á pena.

Pedras que formam desenhos.

Arquitetura que atravessa o tempo.

Tulha

Parede feita de barro e madeira.

Um olhar para o infinito.

Uma mãe a alimentar seus filhotes.

O descanso do pássaro a olhar a paisagem.

O ballet das Seriemas.

A energia renovada ao lado dos meus frutos.

A água que se faz escassa nos enche de atenção.

O carinho sincero.

E o nosso adeus a paisagem que estará sempre presente.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ipê


Nesta semana fiz uma viagem até Sertãozinho cidade localizada próxima a Ribeirão Preto e considerada a capital mundial do setor sucroalcooleiro. Saí de São Carlos e fui rumo ao meu destino, destino esse que mais uma vez me reservou grandes surpresas, surpresas essas que me faz cada vez mais acreditar que a natureza tem um papel essencial em nossa vida, coisa que eu, nunca duvidei.

Pela estrada fora eu fui bem sozinho...pensando na vida, ouvindo musica e observando a paisagem que a mãe natureza mesmo sendo desafiada, resiste e pinta belas paisagens com tanta precisão.

Entre verdes matas e campos extensos vejo Ipês a florescer, a cada quilometro rodado, estava lá uma árvore a me encontrar. Com seus buquês amarelo-ouro vejo raios a ofuscar meu olhar e passo a pensar em cada um que encontrei; amarelos, roxos, brancos e rosas. Ipês tem tons e cores a escolher.

Seus galhos e caule antes do florescer são secos e rachados, quanto mais frio e seco o inverno, maior será sua florada, como algo que parece morto que necessita do sofrimento, como o frio e o ar seco, podem nos proporcionar tamanha beleza? Como podemos não perceber antes do seu florescer que ali existe beleza e vida a incandescer? Como nós, só conseguimos enxergá-lo em seu florescer? Como nós passamos por eles sem os perceber?

São perguntas que sempre ficarão em nossas cabeças e muitas vezes sem respostas e isso me faz refletir cada vez mais, quanta beleza (pessoas) que deixamos passar por nós, por não termos a paciência de esperarmos florescerem?

Ficam as perguntas e a reflexão pra você.

Esses Ipês foram alguns que encontrei pelo caminho.









Fotos: Gui Venturini via celular.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Caminhada da Paz

Carol, Marcão, João, Araújo, Sensei Wilson, Dani, Bruno, Lariessa e Ricardo

O dia de Domingo começa nublado sem perspectiva nenhuma para nossa caminhada, mas logo o tempo mostrou que o dia prometeria e muito, e assim, seguimos nosso destino, fazenda Santa Emília, oito quilômetros da cidade de Araraquara.

Muito barro pela frente, enfim, chegamos, comigo; alguns dos amigos do Aikidô; Carol, Marcão, João, Araújo, Sensei Wilson, Dani, Bruno, Lariessa e Ricardo, uma galera, super bacana, e um dia para conhecê-los um pouco mais e assim foi que começou a nossa caminhada.

Cavinati, dando as cordenadas.

Como guia, tivemos a ajuda do guia Cavinati que apelidamos de Canivete pelo seu estilo Alá, Crocodilo Dundee, um senhor atencioso com grande conhecimento de trilha e mata e que nos dá grande confiança, o trajeto teria campo aberto, mata fechada, riacho e finalizaríamos em uma bela cachoeira, e assim foi como aconteceu.

Foi um dia cansativo, renovador e especial, pois todo esse contato com a natureza nos renova e nos faz refletir a cada passo, o bate papo, a descontração nos faz esquecer-se do cansaço e seguir em frente e em especial, por estar em meio de uma galera muito bacana e difícil de encontrar nos dias de hoje, e posso dizer que sou um privilegiado, pois tive o prazer de ter estes seres humanos especiais ao meu lado.

Seguindo o caminho

E mais especial ainda acredito que foi dividir esta caminhada com o amigo Aráca ou Canalha, como carinhosamente o chamo, Antônio Carlos Araújo, o Aráca, é um dos ícones do rádio Araraquarense que tive o enorme prazer de trabalhar junto nas Rádios Cultura e Uniara em Araraquara. Com 53 anos de profissão e ainda exercendo, 71 anos de idade e rejuvenescendo a cada dia, o Aráca, é aquele “cara” unanime, difícil de encontrar, um senhor de sorriso largo, fala mansa e uma paz interior sem igual, e é um grande e eterno professor da vida. Meu caro amigo deixo nestas simples palavras a grande admiração que tenho por você e digo mais, sou seu fã.
Eu e o grande "Canalha" Araújo

Continuando, seguimos nosso destino, ou seja, em busca da cachoeira perdida, ao meu lado, o grande Bruno que tive o prazer de conhecer no dia e saber que é irmão de um grande amigo da época de Tiro de Guerra, o Brunão, foi o cara que divertiu todo o grupo, é aquele cara, que tem sempre uma palavra para transformá-la em piada, e assim, seguimos, algumas pausas para nos alimentar, descansar e seguimos em frente para enfrentar e nos refrescar em uma caminhada dentro d´água, alguns obstáculos e chegamos na tão esperada cachoeira, nos refrescamos, refletimos, brincamos e neste momentos paramos para pensar um pouco e sentir toda a energia que a natureza pode nos proporcionar.
Brunão, criando mais uma piada.

Foram cinco horas de caminhada e um dia mais do que especial, foi um dia genial que junto com esses novos amigos, aconteceu, e que no curto ano de 2012 possamos estar juntos realizando ensinamentos como este, e claro, gritando nosso lema...seeeelvaaaa ou será, ceeeeeervaaaa??? rs

Desenhos da Natureza

Mata Fechada

Campo aberto

Uma visistante que não trouxe perigo, estava morta, infelizmente.

Pausa para o descanso.

Pausa para uma refeição, no cardápio, cookies do Marcão.

Seguindo mata a dentro

Caminhando pela água

Obras da Natureza

Sensei com uma sombrinha natural

Um descanso refrescante

Cacheira perdida, nem tanto perdida!

Missão cumprida ou comprida?

Recarregando as energias

Comemorando e registrando

Carol e seu modelito ecológicamente correto

Véu de noiva

Escultura Natural

Marcão na sessão Tarzan

Moinho

"O espantalho é o palhaço do campo, que espanta os
pássaros fazendo a alegria da grande colheita"


"O progresso virá com a prática constante. Não procure por ensinamentos secretos que não levarão a nada. Confie nas experiências próprias." (Mestre Morihei Ueshiba)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Guatapará – Uma história soterrada


Mais uma vez saímos de Araraquara em busca das histórias e das diferentes formas de cada cidade do nosso interior tem de começar a escrever um pedaço da sua história e de criar lugares inusitados e diferentes.

O interior pra mim é um lugar onde busco respostas do comportamento humano e uma forma de terapia, pois conhecer cada lugar novo é conhecer melhor os hábitos e costumes desse povo que movimenta toda a locomotiva chamada Brasil.


Desta vez tive o prazer de dividir todos esses lugares com meu fiel escudeiro Fabrício, que com sua câmera no ombro registrou todo nosso percurso, desde a saída até a chegada. Nosso destino era conhecer a Fazenda Guatapará, onde a história dessa cidade do interior paulista começou, a Fazenda Guatapará era uma cidade, tinha escolas, farmácia, igreja, cinema, clube e muito mais que você pode conhecer clicando aqui.

Mas para nossa decepção toda essa história foi soterrada, pois a fazenda foi vendida para usineiros que abriram valas e jogaram tudo terra abaixo e plantaram por cima, cana, hoje só podemos ver cana e nada mais do que isso.


Muitas pessoas nasceram ali e a cidade de Guatapará também começou neste lugar que hoje não guarda nada mais do que cana, triste é saber que o ouro verde acabou com tudo isso e o mais triste é que a história desta cidade foi enterrada, hoje, você poderá apenas conhecer tudo que estou falando por fotos e essa foi a minha maior decepção.

Mas nossa jornada continuou, fomos em busca também do Bar do Zé Goleiro e também da Cruz do Pedro, pois são dois lugares também diferentes que contam suas histórias.


Fomos até Ribeirão Preto e pegamos a estrada antiga de Guatapará, logo no começo encontramos um bando de Macacos que já nos deram boas vindas, mas triste saber também é que eles estavam ali porque as pessoas os alimentam e isso não legal para eles, que vivem da natureza e já tem os seus recursos para adquirir seu alimento, mas nós humanos estamos muito longe para entender todo esse ciclo, infelizmente. Mas vamos em frente, dezesseis quilômetros de terra, muita poeira e chegamos na Cruz do Pedro, o local virou um santuário, pois Pedro foi um menino assassinado a mais de um século atrás e sua Mãe jogou uma praga a quem tinha feito isso a seu filho; pois quem tivesse assassinado Pedro, iria ter as mãos secas, e foi o que aconteceu, um homem que morava próximo ao local apareceu com suas mãos secas e assim a história se tornou lenda e o santuário está lá até hoje, um local onde acontece festas e os fiéis pagam suas promessas.


Mas o nosso destino ainda era chegar no Bar do Zé Goleiro que é bem próximo da Cruz do Pedro e foi assim que conseguimos chegar, o Bar do Zé Goleiro é um local para os apaixonados por lama, ou seja, jipeiros e trilheiros, mas também é um local de encontro de amigos, famílias e de pessoas que querem sair da rotina, lá encontramos um lugar de tranqüilidade no meio de muita cana, é isso mesmo, nos quatro lados que você olha, você encontra cana, e o Bar do Zé Goleiro está lá, há muitos anos, sozinho como propriedade, mas com muitos freqüentadores.


Sentamos, tomamos uma cervejinha, comemos uma porção de polenta frita e uma porção de frango a passarinho, e ficamos conhecendo o local, passamos á tarde em baixo de uma árvore observando, fotografando e filmando, ou seja, fizemos nossa terapia de final de semana e conhecemos lugares interessantes, uns com sua história preservada e outros com sua história soterrada.


Confira o registro em vídeo feito pelo Fabrício que nos surpreende com sua narração e uma bela trilha.



Agradecemos toda atenção do Bar do Zé Goleiro e todos os amigos que fizemos pedindo informações por onde passamos.