quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Primavera

Hoje comemoramos a chegada da Primavera, um presente da natureza para você.



Vem chegando à Primavera
E o perfume floresce a estação.
A beleza das flores esconde sua nudez
E tudo fica muito colorido.

O dia e a noite se respeitam
E dividem o dia pelo meio.
E nesse meu anseio de ver o Sol nascer
Vejo flores a florescer.

Os jardins preparam o desfile
E a estação os modelos a desfilar.

Rosas e Girassóis
Violetas e Orquídeas
Margaridas e Hortênsias
São Damas da Noite e do dia.

E assim a primavera se faz bela.
As flores trazem a alegria e o perfume.
O aroma se espalha e o cheiro apaixona.
A primavera mais uma vez emociona.

Em cada pétala lágrimas de orvalho.
Regadas a cada manhã pelo amor.

A estação das flores,
É a estação da vida
Dividida em raiz, caule e flor.

Assim é a Primavera;
Exuberante, vibrante e apaixonante.

Autor: Gui Venturini

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fazenda Atalaia – Detalhes

Olá amigos seguem uma sequencia de fotos feitas na Fazenda Atalaia em Santa Lúcia interior de São Paulo, fazenda que foi cenário da novela Esperança da Rede Globo exibida entre os anos de 2002 e 2003.

A Fazenda Atalaia tem origem na Sesmaria das Almas e do Rancho Queimado e foi aberta pelo capitão Cândido Mariano Borba nos idos de 1º de fevereiro de 1887.

Essa é a primeira parte das fotos tiradas na fazenda em breve estarei colocando a segunda parte.

“São detalhes que o tempo preservou,
São detalhes que os anos conservaram.
São detalhes, riquíssimos detalhes.”






 













sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mombuca - A Terra do Sol Nascente

Saindo de Araraquara e no destino “Mombuca” uma colônia de japoneses que fica próximo a cidade de Guatapará e próximo também da cidade de Ribeirão Preto para você se localizar melhor.

“Mombuca” cultiva flores em geral, flor de lótus, frutas exóticas e também tem muitas granjas, onde sai á maioria dos ovos para todo o estado de São Paulo e também para o Brasil.

A minha passagem por “Mombuca” foi uma forma de relembrar a fase da escola onde convivi com vários amigos japoneses que saíam de “Mombuca” para estudar em Araraquara.

Um lugar simples e aconchegante, onde a cultura e alguns costumes japoneses ainda são respeitados.

Confira algumas fotos da colônia “Mombuca” em Guatapará-SP.


Girassol 

 Broto de Girassol

 Plantação de Girassol


Coruja Buraqueira

 
Igreja da Colônia de Mombuca


 
Placa de rua em Mombuca


 
Placa de homenagem no clube de Mombuca
Gatebol parece uma mistura de Pólo e Bocha para "abrasileirar"



No jogo eles só se comunicam em japonês


Uma partida de Gatebol

Fonte


Granja

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Meu ‘interiô’


Esse poema é uma homenagem ao meu Pai, meus irmãos, Guto e Xandão e também ao amigo e irmão Renê Guerra que me inspirou a escrever estas palavras.

A minha terra é o “interiô”
Que cultiva paz e “amô”.
Por aqui a vida é encantada
E é “atravéis” da minha enxada
Que sustento a minha morada.

A natureza por aqui é sempre “prena”
Que invade rios e correntezas.
E com o chapéu na cabeça vou para
minha lavoura cuidar e cultivar
a minha existência.

O arado já está preparado pra “semeá”
E se a sabiá canta lá na laranjeira as
“Abeia” se delícia com a cana no “canaviá”.
O café colhido já foi torrado e moído, coado
E seu aroma “espaiado” para todo os lado.

Ê “interiô”,
“Ocê” é meu “amô”.
És minha paixão em grãos de;
“Mio”, “arroiz” e feijão.

É encanto que me leva aos prato
Que traz saudade e lembranças
Do tempo que eu era criança.

Se o passado me “faiz” atrasado
O hoje deixa eu envergonhado.
Por que da terra eu sou,
Da água eu vivo e das
palavras “simpres” eu poetizo.

Assim sou eu,
um caipira de “valô”,
um homem do interiô.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Reinado do Caboclo



Pois aqui estou e me sinto um rei.
Não estudei, mas foi da terra que me criei.

O meu reinado é um chão arado de terra e riacho.
O meu trono minha cadeira de descanso e o meu
Castelo é o meu teto feito de terra e cimento.

Não sou doutô, mas conheço o tempo.
Sei quando vai chuvê e pelo sor vejo a hora corrê.
Num fui na escola aprendi cum minha mãe e cum meu paizinho
Que com a simplicidade me ensinô ser um cabloquinho.

A enxada é minha máquina
O meu braço o motô
E o que planto é o combustive do meu amor.
Criei um reino com rei e rainha
Cuidei de seis vaquinha e alimentei ás minha cria.

Hoje estou só, feito uma novia
Esperando o dia que a coroa que o meu pai me deixou
Eu passe para o fio que nunca me visitou.

O reinado do caboclo nunca se acabou
O mato cresceu e os pé de fruta morreu
O seu fio que nunca apareceu, voltou
E não o encontrou.

Abriu a porta da velha palhoça e no trono
Do seu pai a coroa que ele deixou.
Seu filho ajoelhou e chorou.

Paizinho nunca fui um caboclinho
Mais aprendi com carinho tudo que senhor ensinou
Hoje sou doutor e foi o seu suor que me formou.
Volto pra casa pra tocar tudo o que senhor me deixou.

Pena que seja tarde, pois o senhor não está mais aqui
Mas prometo que minha família será rica e simples
Como o senhor sempre desejou.

Autor: Gui Venturini

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Homenagem a Pena Branca


Eu não poderia deixar de registrar e homenagear o mestre da musica raiz Pena Branca, esta semana perdemos mais um grande nome da música que como um grande interprete se juntou novamente com seu irmão Xavantinho.

O cantar original sempre fez da dupla um diferencial no meio musical, pois eram dois passarinhos cantando no idioma de nós seres humanos, com o jeito simples de cantar a dupla marcou e estará marcada em nossos corações.

Fica aqui a nossa homenagem em forma de música, pois as sua voz cantou e encantou com Eu, a Viola e Deus, música de Rolando Boldrin interpretada por Pena Branca e Xavantinho.

Música: Eu, a Viola e Deus
Composição: Rolando Boldrin
Interpretes: Pena Branca e Xavantinho

Eu vim-me embora
E na hora cantou um passarinho
Porque eu vim sózinho
Eu, a viola e deus
Vim parando assustado,
Espantado
Com as pedras no caminho
Cheguei bem cedinho
Eu, a viola e deus
Esperando encontrar o amor
Que é das velhas toadas
Cançoes
Feito as modas pra gente cantar
Nas quebradas dos grandes
Sertões
A poeira do velho estradão
Deixou marcas no meu coração
E nas palmas das mãos e do pé
Os catiras de uma mulher
Ei, essa hora da gente ir-se
Embora
É doída
Como é dolorida
Eu, a viola e deus
Eu vou-me embora
E na hora vai cantar um
Passarinho
Porque eu vou sozinho
Eu, a viola e deus
Vou parando assustado
Espantado
Com as pedras no caminho vou chegar cedinho
A viola, eu e deus

O cantor José Ramiro Sobrinho, conhecido como Pena Branca, morreu na noite de segunda-feira (8), aos 70 anos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Assentamento Bela Vista


Mais um grupo de pessoas que vivem de uma forma simples e longe do mundo contemporâneo.

Quando era criança e isso não faz muito tempo...meus pais e avós sempre falavam do Assentamento Bela Vista, mas nunca tinha ido visitar, pois chegou o dia e agora podemos ver em alguns registros fotográficos.

Estrada entre Araraquara-SP a Guarapiranga-SP depois de percorrer praticamente quinze quilômetros cheguei numa outra estrada onde nos leva até o Assentamento Bela Vista, a estrada é de terra e é preciso percorrer ainda mais oito quilômetros para chegar, ao redor diferente do que estamos acostumados ver por aqui, plantações de Eucalipto, Girassol, Mandioca (Aipim ou Macaxera) e pouca cana, já que estamos acostumados com cana, muita cana.

Sítios, fazendas e chácaras e vamos em frente, der repente no meio do nada aparece o Assentamento Bela Vista, você não acredita, o local fica praticamente escondido, você não consegue avistá-lo como avistamos as cidades quando estamos na estrada, ele fica super escondido e isso que eu acho o mais bacana.

Não tem asfalto e nem mansões, mas existe um chão de terra vermelha e batida, também lindos lares onde moram seres humanos simples e felizes com tudo que tem.

Esses moradores não estão presos á internet e muito menos a celulares, estão presos com suas raízes e sua cultura.

Diferente de muitos lugares do nosso Brasil, no Assentamento Bela Vista existe uma linda escola considerada modelo pela forma de ensino, onde o aprendizado vai além da sala de aula e o melhor, essas crianças não precisam viajar para poder aprender.

Energia elétrica, telefone público, água da mina e canteiros de hortaliças, assim é o assentamento, igual temos na cidade como aqui falamos, mas existe uma grande diferença, que é o contato pleno com a natureza.

Pode até ser que os jovens do assentamento não estejam contentes porque gostariam de viver onde tem mais agitação, horas, eles são jovens e cheios de energia, mas se eu pudesse dar um conselho a eles, fiquem onde estão, valorize o que tem, porque amanhã você poderá querer voltar e pode ser que não exista mais.

“Vivam e batam asas, mas não esqueçam das suas raízes”


Igreja São Judas Tadeu no Assentamento.


Antigo Clube Socidade Desportiva Cultural Bela Vista


Alameda Bela Vista


Aqui mora um Corinthiano


EMEF Hermínio Pagotto


Rua Principal do Assentamento


Depois do trabalho, o descanso merecido.